Mês do orgulho?

autorjpritter
0

 


Estamos em Junho, um mês muito recheado de datas comemorativas. Tem a festa junina, tem o dia de Santo Antônio e tem o mês do orgulho, bem, não tão recheado assim, mas são datas e acontecimentos muito importantes para a cultura brasileira e para a política. Podemos dizer que a parada da comunidade LGBTQPIA+ já teve seus tempos áureos no Brasil, mas agora as marcas vem recuando no patrocínio e isso exemplifica bastante qual é nosso lugar na sociedade. Mas o nosso lugar na sociedade não deveria ser o que ocupamos todos os dias? De professores, empresários, empregados, cozinheiros, motoristas, artistas e tudo mais que vier? Se a gente ocupa esses lugares, logo também somos cidadãos brasileiros.

Reflexos militantes postos de lados, vamos refletir como anda a representação de personagens gays, lésbicas, trans e etc., no nosso Mundo Virtual? Responda rapidamente, quantas obras você leu de Janeiro até Junho com casais da comunidade? Eu consigo citar a webnovela que eu mesmo escrevi esse ano para a Ciclo e também “Garota Rainha” da GS Novelas e o novo folhetim virtual da Widcyber, “Amores Proibidos”.

O que é representatividade para você? Para mim é poder me ver na história do personagem, em seus pensamentos, em sua forma de agir, nas ações que o cercam, sem necessariamente ele dividir comigo a mesma sexualidade, mas quando isso acontece é um plus nessa experiência porque eu já não estou vendo mais um personagem igual a mim no roteiro, na prosa, na tela da televisão, do smartphone ou do cinema, estou vendo a mim mesmo em uma representação lírica. Se eu posso me ver representado em um personagem hétero porque a pessoa que não é igual a mim não pode se ver representada em um personagem que seja igual a mim? 

O mês do orgulho já está terminando e eu precisava escrever um texto sobre esse tema, mas o que escrever quando a maior parada do mundo está perdendo espaço para a onda de conservadorismo e as pessoas, mesmo dentro da internet, não sabem mais tratar o assunto sem ser guiado pela a televisão? Espero que no ano que vem, quando eu escrever um novo texto sobre esse tema para esse mesmo blog ou qualquer outro veículo, eu esteja mais inspirado pela nossa realidade.

Postar um comentário

0 Comentários

Postar um comentário (0)